31-08-2007, 00:41
Um dos melhores jogos que eu tenho para a GameCube é o nono capítulo da série de RPGs tácticos Fire Emblem.
Path of Radiance foi lançado em 2005; produzido pela Intelligent Systems (Nintendo Wars, série Paper Mario, série Wario Ware, Mario Kart Super Circuit), foi o único capítulo da série FE para a 128-bit da Nintendo.
A série Fire Emblem foi inaugurada em 1990, no Famicom. Teve direito a sequela na mesma consola em 1992; no Super Famicom, a série FE teve três títulos, lançados em 1994, 1996 e 1999 (este, Fire Emblem Thracia 776, foi o último jogo para a 16-bit da Nintendo). Não passou pela N64, mas teve três episódios no GBA. Até 2001, todos os jogos da série estavam confinados ao Japão e para os jogadores ocidentais o jogo era praticamente desconhecido.
Entre o primeiro e o segundo FE para o GBA, foi lançado Super Smash Bros. Melee, que como sabemos tem duas personagens adoradas por muita gente - Marth (estrela dos primeiros jogos da série) e Roy (personagem de pelo menos um FE no GBA). As personagens foram tão populares que a série começou a ganhar seguimento no ocidente e em 2002 a Nintendo America e Nintendo Europa fizeram finalmente o favor de lançar o seguinte jogo para o GBA, tendo sido em seguida lançado mais um capítulo da série em 2005, ao mesmo tempo que o da GameCube.
Como já disse, trata-se de um RPG táctico - ou seja, não é centrado na exploração, na medida em que não escolhemos a direcção que as personagens tomam, que locais visitam, não existem masmorras, etc. Temos sim, uma equipa de mercenários que é arrastada para um conflito de enormes dimensões e que se vê envolvida em combates com adversários poderosos - cada capítulo do jogo é uma batalha, onde temos de escolher as nossas unidades, decidir para onde as movemos, que inimigos atacamos, com que armas, que objectos usamos, etc, tudo isto é turn-based.
A mecânica é simples de aprender, mas o jogo é bastante denso. A história foi muito bem escrita - sem querer revelar nada de profundo, a pequena equipa de mercenários que controlamos vê-se apanhada de surpresa por uma invasão de um reino vizinho liderado por um monarca cruel que pretende alastrar o conflito a todo o continente. O grupo é envolvido na guerra a partir do momento em que são confrontados com uma situação muito sensível que os coloca em perigo. A partir daí, iniciam uma viagem pelo continente Tellius em busca de apoios noutros reinos contra Daein (o reino agressor, liderado por Ashnard, o "rei louco").
As personagens são bastante interessantes, cada uma das quais com uma história e personalidade própria - já agora, controlamos todas as personagens recrutadas para a equipa, não apenas o líder. Entre os membros da equipa temos espadachins, cavaleiros, magos, sacerdotes, arqueiros, ladrões e mais alguns... Como não podia deixar de ser, devemos fazer subir o nível das nossas personagens - cada combate traz pontos de experiência (que variam consoante o nível do inimigo e o nível da nossa personagem, bem como da natureza do combate). Subidas de nível resultam em melhorias dos atributos - HP, força, defesa, velocidade, magia, resistência, sorte e habilidade - enquanto a utilização regular das armas confere-lhes uma maior mestria no seu domínio.
Como já referi, as personalidades dos intervenientes são muito importantes, ao ponto de o jogo ter previstos entendimentos entre os membros da equipa - certas personagens têm uma relação melhor com umas do que com outras, ao colocá-las lado a lado nos combates, isso vai melhorar o entendimento e entre as missões - na "Base" onde gerimos os recursos entre cada capítulo - elas podem ter as chamadas "support talks" que aumentam o nível de entendimento o que resulta numa melhor prestação em combate quando estão lado a lado.
Os gráficos cumprem a sua função - são frugais nos combates, mas os cenários entre as missões quando nos é narrada a história e quando as personagens conversam umas com as outras, são belíssimos.
Os efeitos sonoros não trazem nada de especial ao jogo - existe pouco voice acting e limita-se às cut scenes - contudo, a banda sonora é grandiosa. Ao registarmos os pontos VIP do jogo, podemos fazer o download da BSO e posso dizer-vos que é muito boa.
A jogabilidade está de parabéns - é fácil de aprender mas exige muita concentração e torna-se cada vez mais complexa à medida que as missões passam. Temos de estar muito atentos às circunstâncias, aos inimigos, às suas armas, aos imprevistos (que surgem nas piores alturas) e ao alcance dos ataques inimigos - uma desatenção pode ser fatal, já que os inimigos costumam ir atrás das unidades mais fracas se estas estiverem na linha de fogo.
Um pormenor que deve ser dito - quando uma das nossas personagens é abatida (HP desce a zero) ela morre, sem recuperação possível. Há muito poucas excepções, que ocorrem com personagens que ao atingirem 0 de HP, são ordenadas pelo comandante para se retirarem do campo de batalha. Estas personagens continuam a fazer parte da equipa e a aparecer nas conversas, mas já não combatem. Se o comandante ficar reduzido a 0 de HP, é game over.
A descrição está a ficar bastante longa por isso vou terminar a minha avaliação, dizendo que recomendo vivamente Fire Emblem - Path of Radiance a todos os que querem uma experiência exigente e que obrigue a usar o cérebro - não se iludam, quem entra em combate de forma irracional lixa-se (e de que maneira!).
Numa escala de 0 a 20, dou-lhe um 17
Site oficial americano --> http://www.fire-emblem.com/pathofradianc...index.html
Site oficial japonês --> http://www.nintendo.co.jp/ngc/gfej/index.html
Path of Radiance foi lançado em 2005; produzido pela Intelligent Systems (Nintendo Wars, série Paper Mario, série Wario Ware, Mario Kart Super Circuit), foi o único capítulo da série FE para a 128-bit da Nintendo.
A série Fire Emblem foi inaugurada em 1990, no Famicom. Teve direito a sequela na mesma consola em 1992; no Super Famicom, a série FE teve três títulos, lançados em 1994, 1996 e 1999 (este, Fire Emblem Thracia 776, foi o último jogo para a 16-bit da Nintendo). Não passou pela N64, mas teve três episódios no GBA. Até 2001, todos os jogos da série estavam confinados ao Japão e para os jogadores ocidentais o jogo era praticamente desconhecido.
Entre o primeiro e o segundo FE para o GBA, foi lançado Super Smash Bros. Melee, que como sabemos tem duas personagens adoradas por muita gente - Marth (estrela dos primeiros jogos da série) e Roy (personagem de pelo menos um FE no GBA). As personagens foram tão populares que a série começou a ganhar seguimento no ocidente e em 2002 a Nintendo America e Nintendo Europa fizeram finalmente o favor de lançar o seguinte jogo para o GBA, tendo sido em seguida lançado mais um capítulo da série em 2005, ao mesmo tempo que o da GameCube.
Como já disse, trata-se de um RPG táctico - ou seja, não é centrado na exploração, na medida em que não escolhemos a direcção que as personagens tomam, que locais visitam, não existem masmorras, etc. Temos sim, uma equipa de mercenários que é arrastada para um conflito de enormes dimensões e que se vê envolvida em combates com adversários poderosos - cada capítulo do jogo é uma batalha, onde temos de escolher as nossas unidades, decidir para onde as movemos, que inimigos atacamos, com que armas, que objectos usamos, etc, tudo isto é turn-based.
A mecânica é simples de aprender, mas o jogo é bastante denso. A história foi muito bem escrita - sem querer revelar nada de profundo, a pequena equipa de mercenários que controlamos vê-se apanhada de surpresa por uma invasão de um reino vizinho liderado por um monarca cruel que pretende alastrar o conflito a todo o continente. O grupo é envolvido na guerra a partir do momento em que são confrontados com uma situação muito sensível que os coloca em perigo. A partir daí, iniciam uma viagem pelo continente Tellius em busca de apoios noutros reinos contra Daein (o reino agressor, liderado por Ashnard, o "rei louco").
As personagens são bastante interessantes, cada uma das quais com uma história e personalidade própria - já agora, controlamos todas as personagens recrutadas para a equipa, não apenas o líder. Entre os membros da equipa temos espadachins, cavaleiros, magos, sacerdotes, arqueiros, ladrões e mais alguns... Como não podia deixar de ser, devemos fazer subir o nível das nossas personagens - cada combate traz pontos de experiência (que variam consoante o nível do inimigo e o nível da nossa personagem, bem como da natureza do combate). Subidas de nível resultam em melhorias dos atributos - HP, força, defesa, velocidade, magia, resistência, sorte e habilidade - enquanto a utilização regular das armas confere-lhes uma maior mestria no seu domínio.
Como já referi, as personalidades dos intervenientes são muito importantes, ao ponto de o jogo ter previstos entendimentos entre os membros da equipa - certas personagens têm uma relação melhor com umas do que com outras, ao colocá-las lado a lado nos combates, isso vai melhorar o entendimento e entre as missões - na "Base" onde gerimos os recursos entre cada capítulo - elas podem ter as chamadas "support talks" que aumentam o nível de entendimento o que resulta numa melhor prestação em combate quando estão lado a lado.
Os gráficos cumprem a sua função - são frugais nos combates, mas os cenários entre as missões quando nos é narrada a história e quando as personagens conversam umas com as outras, são belíssimos.
Os efeitos sonoros não trazem nada de especial ao jogo - existe pouco voice acting e limita-se às cut scenes - contudo, a banda sonora é grandiosa. Ao registarmos os pontos VIP do jogo, podemos fazer o download da BSO e posso dizer-vos que é muito boa.
A jogabilidade está de parabéns - é fácil de aprender mas exige muita concentração e torna-se cada vez mais complexa à medida que as missões passam. Temos de estar muito atentos às circunstâncias, aos inimigos, às suas armas, aos imprevistos (que surgem nas piores alturas) e ao alcance dos ataques inimigos - uma desatenção pode ser fatal, já que os inimigos costumam ir atrás das unidades mais fracas se estas estiverem na linha de fogo.
Um pormenor que deve ser dito - quando uma das nossas personagens é abatida (HP desce a zero) ela morre, sem recuperação possível. Há muito poucas excepções, que ocorrem com personagens que ao atingirem 0 de HP, são ordenadas pelo comandante para se retirarem do campo de batalha. Estas personagens continuam a fazer parte da equipa e a aparecer nas conversas, mas já não combatem. Se o comandante ficar reduzido a 0 de HP, é game over.
A descrição está a ficar bastante longa por isso vou terminar a minha avaliação, dizendo que recomendo vivamente Fire Emblem - Path of Radiance a todos os que querem uma experiência exigente e que obrigue a usar o cérebro - não se iludam, quem entra em combate de forma irracional lixa-se (e de que maneira!).
Numa escala de 0 a 20, dou-lhe um 17

Site oficial americano --> http://www.fire-emblem.com/pathofradianc...index.html
Site oficial japonês --> http://www.nintendo.co.jp/ngc/gfej/index.html



